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Quarta-feira, 23 de abril de 2014, 11:32

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Com o crescimento desordenado das cidades e o surgimento das grandes indústrias, as pessoas passaram a conviver com a poluição de lagos, rios e das próprias metrópoles. Nesse cenário, um outro tipo de poluição que não pode ser vista – e com o qual as pessoas de certa forma se acostumaram – pode ser considerado um dos maiores problemas da vida moderna: a poluição sonora.

A poluição sonora é o efeito provocado pela difusão do som num tom demasiado alto, sendo o mesmo muito acima do tolerável pelos organismos vivos, no meio ambiente. Dependendo da sua intensidade, causa danos irreversíveis nos seres humanos. Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde, o limite tolerável ao ouvido humano é de 65 dB. Acima disso, nosso organismo sofre estresse, o que aumenta o risco de doenças. Com ruídos acima de 85 dB, existe o risco de comprometimento auditivo. Dois fatores são determinantes para mensurar a amplitude da poluição sonora: o tempo de exposição e o nível do barulho a que se expõe a pessoa.

A perda da audição é o efeito mais comum associado ao excesso de ruído. Calcula-se que 10% da população do país possua distúrbios auditivos. Atualmente, cerca de 5% das insônias são causadas por fatores externos, principalmente ruídos.

O ruído de trânsito de veículos automotores é o que mais contribui na poluição sonora e cresce muito nas grandes cidades brasileiras, agravando ainda mais a situação. No âmbito doméstico, a poluição sonora ocorre pela emissão de ruídos acima das especificações produzidas por eletrodomésticos.

O ruído industrial, além da perda orgânica da audição, provoca uma grande variedade de males à saúde do trabalhador, que vão de efeitos psicológicos, náuseas e cefaléias, até redução da produtividade e aumento do número de acidentes. Segundo a Sociedade Brasileira de Acústica, os níveis de ruído industrial nas empresas brasileiras são absurdamente excessivos.

Em uma iniciativa inédita, a Super Rádio Tupi, em parceria com a Extech Instruments, promoverá ações para monitorar o nível de ruído nas ruas do Rio de Janeiro. Na tentativa de minimizar a poluição sonora na cidade e trazer mais bem estar para a população carioca, a equipe de jornalismo da Super Rádio Tupi sairá em busca de locais onde há excesso de ruído para fazer a medição a partir de aparelhos de última geração da Extech Instruments. Caso esteja fora do padrão permitido, usaremos a abrangência de ser a rádio líder do Rio para denunciar o abuso e cobrar que providências sejam tomadas pelos órgãos competentes.

A Tupi é o povo. E o povo é a Tupi.


Curiosidades

Nível de ruído provocado (aproximadamente - em decibéis)

    * torneira gotejando (20 dB)
    * música baixa (40 dB)
    * conversa tranquila (40-50 dB)
    * restaurante com movimento (70 dB)
    * secador de cabelo (90 dB)
    * caminhão (100 dB)
    * britadeira (110 dB)
    * buzina de automóvel (110 dB)
    * turbina de avião (130 dB)
    * show musical, próximo às caixas de som (acima de 130 dB)
    * tiro de arma de fogo próximo (140 dB)

Efeitos negativos da poluição sonora na saúde dos seres humanos:

    * Insônia (dificuldade de dormir);
    * Estresse
    * Depressão
    * Perda de audição
    * Agressividade
    * Perda de atenção e concentração
    * Perda de memória
    * Dores de cabeça
    * Aumento da pressão arterial
    * Cansaço
    * Gastrite e úlcera
    * Queda de rendimento escolar e no trabalho
    * Surdez (em casos de exposição a níveis altíssimos de ruído)

Recomendações importantes:

Para evitar os efeitos nocivos da poluição sonora é importante:

    * evitar locais com muito barulho;
    * escutar música num volume de baixo para médio;
    * não ficar sem protetor auricular em locais de trabalho com muito ruído;
    * escutar walk man ou mp3 player num volume baixo;
    * não gritar em locais fechados;
    * evitar locais com aglomeração de pessoas conversando;
    * ficar longe das caixas acústicas nos shows de rock e fechar as janelas do veículo em locais de trânsito barulhento;


Perguntas mais frequentes sobre a poluição sonora:


1) Níveis de som podem ser medidos? Como?
Sim, através de uma unidade de medida especialmente criada para a tarefa. Devido à natureza do som, a diferença entre sons mais altos (jato na pista, p. ex.) e os mais baixos (grilos à noite, p. ex.), a variação é enorme e exigiria um número de aproximadamente sete dígitos para descrever esta diferença, o que não é
prático. Daí a invenção de uma escala especial para tratar com o som.

2) Então, em termos simples, como funciona?
Matemáticos arranjaram uma maneira de quanticar as diferenças gigantescas entre os sons que o ouvido humano pode perceber utilizando apenas apenas três dígitos, em vez de sete. A "maneira" de conseguir foi usando uma escala diferenciada, vamos, como curiosidade, descrevê-la, de forma muito simplória, no nal deste
documento.

3) E que unidade é usada? Metros, volts, quilograma?
Nenhuma delas. A unidade chama-se Bel, com bê maiúsculo, porque é uma homenagem a Graham Bell, inventor do telefone.

4) Frequentemente ouve-se falar, em nosso meio, em decibel. Por que?
Porque um (1) Bel continua sendo um número muito grande. Na prática usa-se o decibel (um décimo do Bel), e abrevia-se dB (dê, de déci, bê de Bel). Só para recordar... um decímetro é um décimo de 1 metro. Um decibel é um décimo de 1 Bel.

5) Por que, exatamente, esta prática de usar décimos (decímetros, decibéis) em vez de usar metro e Bel?
Apenas para conforto do usuário. Imagine se só existisse o metro e tudo tivesse que ser expresso em metros! Imagine descrever a distância entre Rio e Nova Iorque em metros... 9.500.000 metros. É mais simples 9500 quilômetros. Idem para pequenas dimensões: é mais fácil usar centímetros, decímetros, milímetros, do que
metros ou quilômetros.

6) O dB então serve apenas para medir intensidades sonoras?
Não. A escala que o decibel utiliza serve também para comparar voltagens, correntes elétricas, e outras grandezas, mas isto foge ao escopo deste FAQ. Você não vai precisar saber disso.

7) De uma forma simples, como pode ser medido o som?
Pode ser medido na geração (SIL) e na recepção (SPL). Em outras palavras: a intensidade de energia usada para gerá-lo (SIL), e a intensidade da variação de pressão provocada por aquela quantidade de energia perceptível por nossos ouvidos, e microfones (SPL).

8) Por curiosidade: o que é SIL e SPL?
SIL é uma abreviação de Sound Intensity Level (nível de intensidade sonora) , SPL é a abreviação de Sound Pressure Level (nível de pressão sonora). O SIL, expresso em decibéis, é usado por engenheiros acústicos, o SPL, também expresso em decibéis, é usado com particular interesse para o ouvido humano e microfones, ou
seja para nós como prossionais de rádio e TV. Simplicando, digamos que um é para medir o nascimento, a geração, a "partida" do som, e outro é para medir a chegada do som (aos ouvidos e microfones). O SIL e o SPL utilizam fórmulas matemáticas1 diferentes, por isso não são exatamente iguais.

9) Então o que preciso de fato entender?
O SPL!! O "nível de pressão sonora", que é o que afeta ouvidos e microfones. Em termos de nossa aplicação, toda vez que falarmos em decibéis estaremos falando em decibéis SPL. A maneira correta dizer é: "o nível de pressão sonora em determinado local é 85 decibéis".

10) Por que esta insistência em "nível de pressão sonora"?
Porque, como dissemos, decibéis servem para medir outras grandezas.

11) Quantos decibéis (SPL) exprimem o ruido mais baixo que podemos ouvir?
Zero dB SPL. Chama-se limiar da audição. Cientistas, por volta de 1900, descobriram que a menor alteração da pressão sonora perceptível era a de mulheres negras com idade entre 18 e 22 anos. O nível baixíssimo que elas conseguiam escutar foi convencionado como zero dB SPL2. Um tiro de canhão a uma distância de 15
centímetros provoca uma variação de pressão sonora 1.000.000 (um milhão) de vezes maior que a do limiar de audição, e equivale a 140 dB SPL. Repare que, usando a escala do Bel, foi possível descrever uma grandeza de sete dígitos (1.000.000) com apenas três (140).

12) Existe uma relação de níveis de pressão sonora que facilite a compreensão de diferentes níveis?
Sim. Segue abaixo:
220dB SPL Interior de máquina Diesel
200dB SPL Jato decolando
170dB SPL Nervo auditivo desintegra-se
120dB SPL Início de dor
105dB SPL Concerto de rock
90dB SPL Tráfego em centro de cidade grande
85dB SPL Nível típico de audição de música
80dB SPL Escritório "barulhento"
70dB SPL Pequena orquestra
60dB SPL Conversa típica entre duas pessoas
50dB SPL Ruido de fundo de um escritório
40dB SPL Casa quieta noite
30dB SPL Interior de estúdio de gravação
0dB SPL Limiar da audição

13) Existem aparelhos que medem a "intensidade" de som que chega aos ouvidos humanos?
Sim, chama-se decibelímetro. Existem em vários formatos. Uns apenas medem instantaneamente, com o apertar de um botão, outros medem automaticamente e guardam o resultado numa memória interna para análise posterior por computadores. Daí a variação de preço de decibelímetros entre US$ 19.00 e US$ 3.700,00.

14) É difícil usar um deles?
Não, extremamente fácil. No entanto a interpretação dos resultados necessita de algumas explicações que um médico especialista é a pessoa indicada para fornecer.

1
Li(dBSIL)=10log10 (i/i0)

Lp(dBSPL)=20log10 (p/p0)

2
Sim!!!...zero dB não signica ausência de som. Lembre-se, isto foi convencionado.

15) Para finalizar, e como curiosidade, qual é a "mágica" da escala de decibéis?

0---1-----2------3-------4---------5......
0---10---100---1000---10000---100000......

Através de uma escala como esta é possível estabelecer uma correspondência entre um número "grande" e um "pequeno".